A falha que definiu o risco de custódia
A Mt. Gox intermediava uma fatia dominante da negociação global de bitcoin. Seu colapso não foi uma única violação dramática, mas um acúmulo: perdas que, segundo relatos, vinham ocorrendo por um período prolongado, descobertas quando os saques já não podiam ser atendidos.
O que um cliente poderia de fato ter verificado
Quase nada — e essa é a lição. Não havia prática de prova de reservas, nem exigência de segregação, nem regime de supervisão que impusesse qualquer uma das duas. Os clientes tinham um crédito registrado em um banco de dados privado e nenhuma forma de testar se os ativos por trás dele existiam. Todo desenvolvimento posterior nessa área — prova de reservas, regras de segregação, o regime de registro do Japão — é uma resposta a essa lacuna.
Status: contido, não resolvido
A Conisec registra este caso como Contido. A falha imediata está encerrada há muito tempo, mas as distribuições aos credores correm há mais de uma década por meio da reabilitação civil, e “Resolvido” sugeriria uma conclusão que os clientes não vivenciaram. Veja nossas definições de status.